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Por que resistimos às mudanças?
09/01/08 às 10:41 h


"Não continue a viver sempre do mesmo jeito antigo. Trabalhe a sua mente para que alguma coisa seja feita para melhorar sua vida, e então faça. Mudar sua consciência; é tudo o que é necessário fazer"

 

A grande maioria de nós, seres humanos, tem medo das mudanças, quer sejam positivas ou negativas. Mas, enquanto não aceitarmos a transitoriedade da vida, não conseguiremos um estado de paz e tranqüilidade.

Viveremos em segredo controlando cada passo, cada gesto, para que, quem sabe, agindo corretamente, fazendo tudo o que a cartilha nos manda, construiremos uma vida eternamente equilibrada e imutável.

Faremos um castelo e ninguém e nada poderá derrubá-lo, nada de mal poderá destruí-lo. É nessa ilusão que vivemos, sem enfrentar a realidade da transitoriedade de tudo e de todos nós.

A impermanência e a morte pertencem à vida e é perda de tempo negá-las. Somos apegados a tudo que construímos e conquistamos, sejam pessoas ou coisas, não conseguimos compreender que tudo passa. Por mais agradável que seja nossa experiência, ela passará.

Acredito que a impermanência seja a grande bênção que temos em nossa vida, pois através dela temos o direito de crescer e de nos aliarmos ao tempo e também, por que não, esquecer nossas dores, frustrações e cicatrizes.

O tempo é nosso grande aliado na vida, pois através dele essa grande lei atua perpetuamente. Imaginem a impossibilidade de transformar um hábito negativo, de esquecer um amor que nos faz ou fez sofrer, ou a perda de um ente querido?

O nascimento é a grande benção, mas a morte deve seguir seu destino. Não apenas a morte definitiva de nosso corpo físico, mas a morte de pequenas ou grandes coisas que vivemos diariamente.

Sem perder de vista que não existe morte que não seja seguida de renascimento. Apesar de a impermanência ser um dos aspectos mais positivos da vida, por que sofremos tanto com as mudanças?

O budismo chama a esse sentimento de sofrimento da mudança. Sabemos, por experiência, que tudo o que fica parado, apodrece, e que ausência de movimento é sinal de morte.

Nosso corpo físico, quando morremos, endurece, paralisa, vira uma pedra pela falta de movimento, de pulsação. A vida é caracterizada pelo movimento, portanto, a permanência das coisas é sinal de não vida, senão de morte. Pulsar é viver em constante movimento, em constante atividade.

Vida é transformação constante, não tem como mudar essa lei. É a lei da vida, movimento e transformação. De nada adianta querermos impor a perpetuação, a imutabilidade das coisas.

Nada é permanente, perene, tudo é passível de mudanças, tudo é passageiro. Enquanto não aceitarmos essa irrevogabilidade, não conseguiremos ser felizes. O apego às coisas, à própria rotina, nos impede de abrir espaços para o novo.

Nos queixamos constantemente dessa mesma rotina, e também de que nada acontece em nossas vidas. Mas perpetuamos as mesmas lamentações, as mesmas frustrações que fizeram parte de nossas vidas, muitas vezes, há muitos anos atrás.

Parece que gostamos de ficar apegados ao passado, com as mesmas queixas, que impedem nosso crescimento e avanço para diante. Quando algo começa a incomodar, a crise começa a se instalar, uma voz muito aguda e às vezes assustadora grita em nossos ouvidos: hora de mudar!

Nesse momento, o melhor que temos a fazer é um balanço consciente do que está errado, do que não está dando certo, do que não está mais pulsando, e, com coragem e determinação, promover consciente e objetivamente a própria mudança, antes que a vida, a Providência Divina, nosso inconsciente ou destino, chame você do que quiser chamar, se encarregue de fazer essa mudança por nós.

E, com certeza, quando a vida resolve agir em nosso lugar, é porque ainda estamos persistindo no caminho antigo, nos recusando, assustados a mudar. Existem pessoas que simplesmente se recusam a mudar, ficam atreladas a um passado longínquo, cultivando emoções muitas vezes sofridas ou ocasionadas por situações que, obsessivamente se recusa a deixar passar, ir embora, se dissolver no éter do tempo.

Devemos fazer como os budistas, contemplar a transitoriedade, aceitar a inevitabilidade, assumir um papel mais pró ativo em relação aos acontecimentos da vida. Quando aceitamos essa realidade e ficamos atentos à inevitabilidade das mudanças, conseguimos relaxar, pois saímos do controle, entramos em sintonia com a energia da fé e da continuidade natural do fluxo vivo e pulsante deste Universo.

Fonte: Terra Esotérico /Texto de: Eunice Ferrari

 


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Prof. Administração e Parceira.