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Colunista testa tocadores digitais que dispensam tomadas para recarga
13/03/08 às 14:36 h


OK. As geleiras estão derretendo, os ursos polares estão em extinção e todas as propriedades de frente para o oceano em breve irão estar localizadas na Filadélfia. Mas esperem um pouco, vejam as coisas pelo lado bom. Considerem o seguinte: a nova consciência ambiental está dando origem a uma onda de inovação em todas as categorias da tecnologia – incluindo tocadores de áudio e vídeo. Você pode se perguntar: como é possível se tornar ecologicamente correto com esses aparelhos?

 

Sendo totalmente auto-suficiente em termos de fonte de energia, por exemplo. Já existem dois tocadores assim: o Media Street eMotion Solar (preço entre US$ 160 a US$190, e capacidade variando de 1 a 4 gigabytes) e o Baylis Eco Media Player (US$ 200, de 2 gigabytes). Nenhum dos dois precisa de baterias ou cabo de força: eles podem funcionar de maneira completamente auto-suficiente.

O eMotion Solar (tamanho de 5,5 x 3 x 1 polegada) abre feito um livro, revelando dois grandes painéis solares pretos. Para carregar o aparelho, basta colocá-lo no sol - no parapeito de uma janela, por exemplo. Mesmo num dia nublado, a luz que indica recarregamento vai acender. A bateria é recarregada depois de 12 ou 15 horas de exposição à luz solar, o que o fabricante afirma ser suficiente para 9 horas tocando música. O Eco Player, por outro lado, tem uma pequena manivela. Rodar a manivela acaba sendo divertido, graças à quantidade certa de resistência. De acordo com a empresa fabricante, um minuto girando o dispositivo gera força suficiente para 40 minutos de música. Uma bateria com carga cheia pode tocar 20 horas de música, ou 10 de vídeo.

 Outros atrativos

Mas agora, sendo realista, os tocadores digitais não são exatamente o que há de mais perigoso na lista dos mais procurado por emissões dos gases que causam efeito estufa. Cada pequeno esforço já ajuda, é claro, mas as neves do Monte Kilimanjaro não derreteram porque você andou ouvindo muito Heavy Metal no seu iPod. Por sorte, os tocadores auto-suficientes têm outros atrativos. Eles são indispensáveis para mochileiros, aficionados por acampamentos e qualquer um que planeje ficar longe de uma tomada por algum tempo.

 

Foto: Divulgação/Media Street
Divulgação/Media Street
Media Street eMotion Solar usa painéis solares para se recarregar. (Foto: Divulgação/Media Street)

Realmente, o Solar e o Eco Player são feitos de forma robusta, com superfícies de borracha que não arranham. Há uma característica bônus também: você pode utilizar os tocadores para recarregar outras geringonças portáteis. Sim, esses aparelhos podem ajudar outros equipamentos que não são ambientalmente eficientes a evoluir no sentido da auto-suficiência. Para fazer com que isso funcione, você tem que conectar seu aparelho secundário na entrada de USB do Eco Player utilizando o cabo adaptador apropriado.

O eMotion Solar vem com 12 conexões desse tipo, mais voltadas para celulares e coisas que possam ser carregadas com uma entrada USB (incluindo BlackBerrys, Treos e até mesmo iPods). O Eco Player, por outro lado, só recarrega celulares (ele vem com cinco conexões) e você tem que utilizar a manivela. Uma atração final, até para quem não vai sair por aí pegando carona: essas máquinas estão entre os primeiros produtos a abordar a pouco discutida questão da Síndrome de Fadiga de Acessórios. Toda vez que você compra um novo equipamento eletrônico – um telefone, uma câmera, um tocador – você não está apenas acrescentando um item à lista de cosias que tem que levar, vigiar e cuidar, você está adicionando duas ou três. Outro cabo, outro suporte e mais dois fones.

Foto: Divulgação
Divulgação
Usuários podem recarregar o aparelho através de uma manivela. (Foto: Divulgação)

Se você tiver vários desses equipamentos, será exaustivo organizar e monitorar todas essas traquitanas. Esses dois novos tocadores ecológicos, porém, podem ser completamente auto-suficientes. Ambos vêm com fones e um método de carregamento secundário (o eMotion Solar tem um adaptador solar tradicional; cada tocador pode ser recarregado ao ser ligado na entrada USB de um computador) – mas nada disso é necessário.Você pode jogar o tocador numa mochila sozinho, sem qualquer cabo ou acessório, e pode recarregá-lo no sol ou com a manivela e ouvir música com os alto-falantes embutidos. E você é acometido por uma estranha sensação de alívio tecnológico.

 Neandertais

Tudo bem, agora você sabe sobre a incrível capacidade de conservação de energia desses aparelhos. Mas como eles funcionam como tocadores de música e vídeo? Hmmm... Bem... Ei, será que mencionei que eles podem recarregar seu celular? Está bem, vamos admitir: quando comparados ao refinado design de software do iPOD e do Zune, esses tocadores parecem neandertais. Os menus sãos toscos e claustrofóbicos, e em ambos as mensagens aparecem na fonte Selectric, que lembra a Courier, sem rolamento para scroll ou touch pad para navegação. Você navega pelas listas pressionando as setas para cima e para baixo.

 

O Solar Player, então, é um desastre. Parece um Game Boy com uma tela de 3,5 polegadas e entrada para dois fones. Infelizmente, os botões também parecem os do Game Boy, com dois grupos de quatro botões em cantos opostos. O problema é que não existe um controle só pra volume, Play/Pausa, Anterior/Próxima e assim por diante; todas as funções de playback foram direcionadas para os botões de jogo. Aprender a utilizá-las é como brincar de esconde-esconde clicando. A minha amostra do My Solar para a resenha também travou muito, o que o fabricante afirma ser incomum.

O Baylis Eco Media Player é muito menor, parece um pequeno walk-talkie. Seu monitor colorido é pequeno e pouco luminoso, com 1,8 polegadas, mas funciona. O software é relativamente fácil de utilizar, mas neste caso também o design se apóia em recursos duvidosos, como botões que fazem alguma coisa quando tocados de leve e outra quando pressionados. Outra razão pela qual essas eco-máquinas não são iPods: carregá-las com música, vídeo, texto e arquivos de foto é uma operação totalmente manual. Você conecta seu tocador ao computador com um cabo USB e depois arrasta os arquivos para seu ícone de desktop. Formatos de áudio com proteção contra cópias não podem ser utilizados.

Cada player reconhece apenas um formato de vídeo; caso você tenha vídeos em outros formatos, terá que convertê-los utilizando um utilitário só pra Windows. Você pode aumentar a capacidade de armazenamento com um cartão de memória SD (de até 2 gigabytes para o Solar e 8 para o Eco). Em resumo, os fãs de elegância e simplicidade podem ficar vermelhos ao tentar decifrar esses tocadores “verdes”. Mas os fanáticos por novidades vão se divertir muito. Os dois aparelhos tocam música, vídeos e exibem fotos. Mas eles também têm microfones embutidos para gravação de áudio.

 Voz computadorizada

O Eco Player tem uma entrada em linha para conversão de áudio análogo (de fitas cassetes ou toca-discos) para arquivos digitais. Ambas as máquinas podem exibir arquivos de texto, para que você leia e-books confortavelmente. O eMotion Solar apresenta cada linha de texto com um retângulo vermelho vivo – mais uma característica de design que me deixou perplexo – mas oferece uma característica bônus maluca: ela é capaz de ler os textos em voz alta, com um som computadorizado razoavelmente fluido, enquanto você segue em frente.

Os dois tocadores têm ótimos rádios FM incorporados a eles. E ambos, por incrível que pareça, têm lanternas LED acopladas – bacana. O eMotion Solar vai além dos limites da esquisitice com a inclusão de quatro jogos antigos, caso você planeje ficar isolado numa (ensolarada) ilha deserta. Desse jeito, pelo menos, aqueles botões estilo Game Boy fazem sentido. Essas máquinas excêntricas são como aqueles autistas com habilidades matemáticas: meio confusos, meio geniais. Em termos de refinamento de software e excentricidade, elas parecem ter saído direto dos anos 80. E ainda assim, sua capacidade de carregar a si mesmo e a outros aparelhos funciona incrivelmente bem – tão bem que, na verdade, você tem que se perguntar o que é que o restante do mundo dos eletrônicos está esperando.

Se você realmente gosta de acampar – ou é um guerreiro executivo cansado de jogar “Como Conectar meu Aparelho” – então, pode valer à pena agüentar um pouco as excentricidades desses aparelhos. O Baylis Eco Media Player, com seu som soberbo e tamanho de bolso tolerável, é especialmente apreciável. Se você não está em nenhuma das categorias descritas acima, considere a possibilidade de adquirir um desses tocadores apenas se a característica de energia de emergência for útil para você. Se não, encare esses aparelhos como a comissão de frente de um novo e muito promissor mundo de produtos ecologicamente corretos.

 

Fonte: G1 o Portal de Noticias da Globo / Texto por: * David Pogue
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