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Piratas virtuais podem parar coração a distância, alerta estudo
14/03/08 às 14:06 h


Dispositivos médicos que controlam os batimentos do coração humano podem ser vulneráveis a ataques de crackers através de controles transmitidos via rádio. Esta é a conclusão de um estudo realizado por médicos americanos, divulgado na edição desta quinta-feira (13) do “The Wall Street Journal”.

Segundo a reportagem do jornal, os aparelhos sob risco de ataque são os desfibriladores – mecanismos que aplicam um choque elétrico para fazer o coração voltar a bater, no caso de uma parada cardíaca. Os dispositivos são implantados dentro do corpo humano e recebem comandos via rádio.

De acordo com o estudo, crackers poderiam transmitir sinais de rádio similares, fazendo os aparelhos darem choques nos usuários ou então se desligarem. Os pesquisadores conseguiram reproduzir esse comportamento testando um desfibrilador fabricado pela Medtronics. A empresa disse considera o risco “muito baixo” e que está buscando soluções para o risco de ataques.

 Perigo

O trabalho sugere que os fabricantes precisam buscar meios para impedir que pessoas não-autorizadas consigam interferir em mecanismos médicos que recebem comandos via rádio – categoria que inclui não apenas os desfibriladores como outras máquinas como estimuladores de coluna vertebral e bombas de injeção de remédios.

“O teste mostrou que é possível reprogramar esse tipo de aparelho sem autorização”, disse ao jornal o cardiologista da Faculdade de Medicina de Harvard William Maisel, um dos autores do estudo. Ele insistiu, no entanto, que o risco é teórico, e que ninguém deve deixar que instalar um aparelho necessário devido ao trabalho.

 Risco teórico

Segundo os autores do estudo, não há casos conhecidos de interferência alheia em desfibriladores. Os autores omitiram do trabalho alguns detalhes técnicos para evitar que pessoas mal-intencionadas reproduzam o procedimento.

De acordo com os autores, eles enviaram os resultados do teste para o Food and Drug Administration (FDA), entidade que regula o uso desses aparelhos nos EUA. A agência informou que está estudando regras mais rigorosas para garantir a integridade desse tipo de dispositivo médico.

Fonte: G1 o Portal de Noticias da Globo


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