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Antivírus 'personalizado' dificulta invasão de laptops
24/03/08 às 10:59 h


Pesquisadores da Intel desenvolveram um software de segurança para laptops que analisa a maneira como cada indivíduo utiliza a internet. A idéia é personalizar a defesa dos computadores: isso dificulta invasões e permite saber com mais rapidez quando eles foram atacados por softwares maliciosos, segundo a publicação “Technology Review”. A novidade já foi testada por 350 usuários, mas ainda não há previsão de comercialização.

O programa de segurança, chamado Proteus, tem como foco as empresas que fornecem laptops e serviços móveis a seus funcionários. Isso porque, geralmente, o departamento de Tecnologia da Informação adota um mesmo software de segurança em todos os portáteis utilizados por seus colaboradores.

“Essa estratégia atualmente adotada é mais fácil e rápida. Mas pelo fato de um programa de segurança padronizado não levar em consideração as diferentes maneiras como as pessoas usam o computador, muitos ataques podem passar despercebidos”, afirmou Nina Taft, pesquisadora da Intel em Berkeley.

“Uma das justificativas para o crescimento na quantidade de ataques é justamente a configuração muito parecida das máquinas”, continuou a especialista. Assim, quando um pirata invade o laptop de uma empresa, fica mais fácil invadir todos eles. “Queremos criar diversidade entre os computadores.”

Para ter acesso às máquinas com o Proteus, explica Taft, os piratas teriam de saber o padrão de comportamento do usuário que está com aquela máquina específica em um determinado momento. Com isso, ficam limitadas as chances de pessoas mal-intencionadas terem sucesso.

 Diferenciais

Como parte do projeto Proteus, os pesquisadores da Intel desenvolveram algoritmos que permitem fazer análises mais sutis do que aquelas realizadas pelos antivírus tradicionais.

Um deles, por exemplo, se baseia em estatísticas e técnicas de aprendizado para monitorar como determinado usuário navega na internet e estimar qual será sua demanda por dados. Geralmente, os programas de segurança tradicionais determinam um limite de tráfego: quando ele é ultrapassado, o software entende que a máquina foi infectada.

Outro algoritmo identifica como os hábitos de navegação mudam de acordo com a ocasião. Segundo Taft, essa alteração fica muito clara quando os funcionários utilizam o laptop da empresa em diferentes ambientes. “Cerca de 90% das pessoas apresentam comportamentos distintos quando se conectam no trabalho ou em casa”, afirmou a pesquisadora. Por isso, a definição do ambiente é importante para o programa prever como será o uso da internet.

O software também consegue identificar a comunicação entre os laptops nos quais está instalado e outras máquinas. Assim, fica mais fácil identificar uma invasão que transforma os computadores em zumbis (quando eles são controlados remotamente por pessoas mal-intencionadas).

“Se conseguirmos precisão na identificação do comportamento dos usuários, podemos dificultar muito a ação dos piratas virtuais”, explicou Taft. A pesquisadora admite que a idéia de personalizar programas para aumentar a segurança não é nova, mas afirma que essa estratégia tem sido limitada a roteadores que monitoram a atividade de redes. O Proteus, diz a “Technology Review”, é o primeiro software que leva esse conceito aos laptops.

Fonte: G1 i Portal de Noticias da Globo


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