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É difícil, mas messenger pode ser grampeado
14/04/07 às 10:56 h


Bate-papo via comunicador entregou jovens que planejavam assassinato.
Interceptação é feita com colaboração de provedores, mediante ordem judicial. 
Um alerta soou para os usuários de comunicadores instantâneos nesta semana, depois que a polícia de Brasília grampeou o bate-papo virtual entre dois jovens suspeitos de tramar um assassinato. A ação mostra que as conversas via mensageiros instantâneos -- caso do popular MSN Messenger, utilizado pelos suspeitos -- podem, sim, ser interceptadas e entregar os segredos digitados pelos internautas. 

Mesmo se você for vítima do ciúme doentio de um parceiro ou parceira, não há motivo para pânico, já que esse processo só pode ser feito com a colaboração de provedores de acesso, mediante uma ordem judicial. “A lei de escuta telefônica também se aplica ao fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática. Portanto, é possível obter na Justiça autorização para interceptar conversas via comunicadores instantâneos”, explicou o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito digital.

Sem a ordem obtida depois de uma denúncia anônima afirmando que os jovens planejavam o assassinato via comunicador, não haveria a colaboração dos provedores. Isso impediria que especialistas em tecnologia conseguissem “grampear” a conversa on-line, como fizeram durante essa investigação. Sem esse auxílio, é praticamente impossível que um namorado ciumento -- mesmo com muito conhecimento técnico -- consiga monitorar os bate-papos de sua namorada utilizando as técnicas adotadas pela polícia.  Sigilo

Silvio Cerqueira, delegado e diretor da Divisão de Repressão a Crimes de Alta Tecnologia (Dicat) da Polícia Civil do Distrito Federal, afirmou ao G1 que a técnica utilizada para interceptação da conversa entre os jovens é uma informação sigilosa, que não pode ser divulgada. Mas ele afirma que “toda comunicação pode ser interceptada, seja ela via mensageiro eletrônico, e-mail, telefone, carta, telegrama e até entre pessoas num mesmo ambiente. Só não conseguimos interceptar pensamentos”, disse o delegado, lembrando que o sigilo da comunicação só pode ser quebrado mediante ordem judicial.

Juliana Carpanez Do G1, em São Paulo
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