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Conheça o universo do Linux. Você pode gostar
11/07/07 às 07:12 h


Muitas pessoas conhecem e usam sistemas operacionais diferentes do Microsoft Windows. Algumas, no entanto, não fazem a menor idéia da existência de outras plataformas, como o Linux. E hoje o objetivo desse post é ajudar os leitores a conhecer essa alternativa que tem como símbolo um pingüim.

Antes, vale dizer que escrever sobre esse assunto é algo delicado. É como falar sobre times de futebol: mexe com as crenças dos aficionados e também com a dos críticos. Para quem não conhece o assunto, espero fazer um texto com novidades bastante agradáveis de ler. Para os fãs, quero passar a sensação de assertividade. Aos críticos, peço ponderação.;-)


UM POUCO DE HISTÓRIA...

Em 1991, um finlandês chamado Linus Torvalds, então estudante e pesquisador do Departamento de Ciências da Computação na Universidade de Helsinki, enviou uma mensagem ao UseNet (fórum antecessor à internet comercial, comum entre estudantes e pesquisadores da época) com o código fonte de um núcleo, que é mais conhecido como kernel.

Pausa para o tecniquês

“O sistema operacional é formado por um conjunto de rotinas que oferecem serviços aos usuários, às suas aplicações, e também ao próprio sistema. Esse conjunto de rotinas é denominado núcleo do sistema ou kernel” (“Arquitetura de Sistemas Operacionais”, Francis Berenger Machado/Luiz Paulo Maia, pág. 53, Ed. LTC)
Fim da pausa! :-)

Linus nomeou essa criação de Linux, a junção de seu nome com o do sistema operacional para computadores de grande porte chamado Unix. Apesar de usar o Unix para o nome de seu kernel, Linus não tomou como base esse sistema. Em vez disso, optou por uma versão acadêmica usada por estudantes para vivenciar em seus computadores pessoais o ambiente Unix existente em máquinas de grande porte, o Minix.

A proposta inicial do Linus era criar um sistema no qual o usuário pudesse fazer modificações para atender às mais variadas necessidades, sob a ótica da colaboração e compartilhamento de códigos fonte. Anos antes da criação da Wikipedia, ele levou esse conceito colaborativo tão falado atualmente para o universo dos sistemas operacionais.

Depois do ponta-pé inicial dado por Linus, o seu kernel começou a cair no gosto dos aficionados por sistemas operacionais alternativos, criando uma valiosa comunidade de desenvolvedores empenhados em aprimorar cada vez mais o Linux. Mas o kernel sozinho não constitui um sistema operacional completo, ele é a base. Surgiram então as distribuições do Linux, ou o kernel básico do Linux acrescido de uma série de aplicativos desenvolvidos pela comunidade ou por empresas.

Cada usuário de Linux acaba por adotar uma distribuição de sua preferência, pois elas podem ser bastante diferentes. O mais interessante é que acabam tendo um uso mais direcionado – distribuições com instalação mais aprimoradas ou mais próximas do modelo de instalação do Windows, entre outras.

DISTRIBUIÇÕES


O primeiro passo para começar a usar o Linux é escolher uma distribuição. Existem basicamente dois tipos de distribuições: aquelas mantidas por organizações comerciais e as mantidas por grupos de usuários.

Kurumin
Distribuição originalmente Brasileira desenvolvida pela equipe do portal Guia do Hardware e seus colaboradores.
Saiba mais.

Debian
Uma das mais antigas distribuições do Linux, ela vem recheada de aplicativos. Fazia algum tempo que não visitava o site deles e estou surpreso com a clareza e a quantidade de informações, principalmente voltada para quem não tem familiaridade com o Linux.
Saiba mais.

Fedora
É uma distribuição baseada no Red hat (hoje focada nos servidores), voltada aos usuários que sempre gostaram e usaram essa alternativa. È mantida por um grupo de colaboradores, alguns ainda ligados à Red Hat.
Saiba mais.

Ubuntu
Essa distribuição relativamente nova: a primeira versão saiu em 2004 e foi bem aceita pelos usuários de Linux.
Saiba mais.

Além dessas, existe uma vasta gama de distribuições. Sem entrar em detalhes, mas citando outros nomes importantes:
Conectiva, Gentoo, Knoppix, Mandriva, Red Hat, Slackware, SUSE, Yellow Dog Linux.

O importante para escolher é ler bastante. Todos os sites das distribuições têm fórum de discussão e, fazendo uma busca no Google (nome da distribuição acrescido de Brasil), você irá encontrar fóruns em português. Neles, é possível conhecer um pouco mais das distribuições, quem as usa e como as usa. Se você perguntar para qualquer usuário de Linux, ele sempre vai dizer que a distribuição dele é a melhor e vai lhe dar uma lista de motivos para escolher a dele também.

MITOS
O maior mito que existe em relação ao Linux é que os usuários não têm suporte técnico adequado, justamente por essa alternativa ser aberta e gratuita. No começo, isso até poderia ser acatado como meia verdade, mas não é de hoje que a comunidade tem forte participação no auxilio a novos usuários.

Fora isso, as empresas entenderam como ganhar dinheiro com o software livre, justamente através do suporte técnico. Você pode assinar um contrato e contar com o auxílio de profissionais qualificados. Claro que, para um usuário doméstico, isso pode ser pesado. Mas pensando no uso corporativo, é algo atraente.

Outro mito está relacionado à falta de aplicativos decentes para Linux. Hoje existem milhares e milhares de aplicativos, alguns populares até entre os usuários do sistema Windows. Alguns exemplos:

FireFox
Popular navegador que concorre cada vez com mais força com o Internet Explorer.
Saiba mais.

Open Office
Pacote similar ao Microsoft Office. Contém editor de textos, planilha eletrônica, apresentação de slides, etc.
Saiba mais. Conheça também o Koffice clicando aqui.

Gimp
Editor de imagens, com recursos similares aos poderosos Photoshop e Fireworks.
Saiba mais.

Pronto. Agora você já pode dizer que conhece um pouco do mundo Linux

 Fernando Panissi (G1.globo.com)


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