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Mundo virtual se adapta a deficiente visual
26/09/07 às 05:36 h


Pesquisadores criaram projeto para facilitar acesso de deficientes a ambiente 3D.
Segundo estudos, 80% dos usuários de internet farão parte de mundos virtuais até 2011.

A IBM garante que deficientes visuais não estão excluídos dos mundos virtuais on-line, um território que não recebe o “devido valor” de usuários que enxergam “normalmente”.

Em parceria com a empresa, estudantes modificaram um mundo virtual para proporcionar acesso a deficientes visuais, segundo a BBC. Utilizando o Active Worlds, os pesquisadores se basearam numa teoria de som tridimensional para criar a sensação de localização no espaço.  

O trabalho foi parte do programa Extreme Blue, iniciativa da IBM que reúne grupos de estudantes por três meses para resolver problemas propostos por pesquisadores veteranos. O projeto, chamado de Acessibilidade em Mundos Virtuais, é o que a companhia descreve como uma “prova de conceito”, que deve ser encaminhada ao Centro de Acessibilidade e Habilidade Humana no Texas para futuro desenvolvimento.

 Mundo em ação
Nesse trabalho, o grupo irlandês decidiu usar o universo Active Worlds, mais flexível que o popular Second Life (que tem cerca de 9,5 milhões de contas, ativas ou não).
O Active Worlds é uma coleção de mundos virtuais criados por usuários. O conteúdo pode ser acessado pelo navegador de internet mediante instalação de um plugin – ao contrário do Second Life, não é necessária a instalação de um programa. Como em muitos outros espaços virtuais, o usuário pode criar artefatos e construções.

A equipe de pesquisadores explorou a possibilidade de manuseio de objetos no mundo on-line para torná-lo mais receptivo aos deficientes visuais. “Quando o usuário chega ao mundo virtual, recebe uma descrição e a posição dos itens”, explicou à BBC Colm O´Brien, um dos quatro integrantes do grupo de pesquisadores que trabalhou no projeto. "Também temos som relacionado aos objetos. Se existe uma árvore por perto, você vai ouvir o ruído das folhas”, completou.


O projeto também desenvolveu ferramentas que transformam em áudio os textos das conversas digitadas entre os usuários do mundo virtual. Personagens no Active Worlds podem ainda anexar um “radar” a seus avatares para receberem alertas sonoros de orientação sobre a proximidade de objetos e outros personagens

Cooperação
Deficientes visuais auxiliaram na pesquisa. Um deles participou diretamente na IBM de Dublin, Irlanda, e outros dois ficaram na unidade da empresa no Texas, Estados Unidos. Os estudantes também firmaram um acordo de cooperação com o Conselho Nacional do Deficiente Visual da Irlanda.


Além de provar que o projeto é possível, o grupo apontou uma série de recomendações que visam melhorar os padrões de acessibilidade dos mundos virtuais on-line no futuro. “A IBM acredita que os mundos virtuais serão a próxima grande evolução da web e se isso acontecer... não está certo deixar os deficientes físicos fora disso tudo que nós temos a disposição,” disse O´Brien.


Do G1, em São Paulo


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