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Um mês após pregão, escolha de PC popular segue congelada
19/01/08 às 11:02 h


Há exatamente um mês, a Positivo Informática foi considerada a vencedora parcial de um pregão eletrônico realizado para definir o laptop popular do projeto Um Computador por Aluno (UCA). No dia 19 de dezembro, a fabricante brasileira deu o menor lance, mas o Ministério da Educação (MEC) divulgou que tentaria negociar um valor menor. Desde então, continua parado o processo de escolha da máquina – a previsão era de que esses PCs fossem adotados no começo de 2008 por escolas públicas.

O MEC não comenta o assunto, mas sua assessoria de comunicação confirma que o processo realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) está paralisado, sem previsão de retomada. Já a Positivo Informática se diz aberta a negociações e espera um contato do governo. “Estamos aguardando. A continuação das negociações independe da nossa vontade ou ação”, afirmou ao G1 César Aymoré, diretor de marketing da empresa.

O MEC não explica o motivo da paralisação e Aymoré cita como uma possível razão os feriados de final de ano. Para o executivo, a companhia acredita ter feito sua parte ao participar do pregão e oferecer o menor preço. “O primeiro passo está completo. Agora, o objetivo é discutir com o governo a flexibilização de nossas margens”, continuou.

Segundo a Agência Estado, o governo não descarta a possibilidade de cancelar esse pregão e lançar um novo. “Se houver algo nesse sentido, continuaremos sendo fortes candidatos a vencer, pois esse é o nosso foco”, disse Aymoré.

A Positivo participa do processo de seleção com o Classmate PC, fruto de parceria com a Intel. Entre os outros candidatos estão a Digibras, com um modelo da CCE, e SIMM, que representa a máquina da fundação OLPC (o XO, chamado anteriormente de “laptop de US$ 100”).

 Pregão

No fechamento do pregão de dezembro, que teve duração de dois dias, a Positivo ofereceu R$ 98,18 milhões para um lote de 150 mil portáteis, ou R$ 654,5 (ou cerca de US$ 368) por unidade. No dia em que o pregão foi encerrado, as duas partes ficaram de negociar, porque o valor foi considerado alto pelo MEC.

Em 20 de dezembro, foi divulgada uma mensagem no ComprasNet, portal de compras do governo federal, afirmando que o pregão continuava suspenso. O texto dizia para os licitantes acompanharem no site a divulgação de novo horário para o prosseguimento da sessão, que ainda não aconteceu.

 Negociação

"Certamente o notebook custará menos do que R$ 654”, disse o diretor de marketing, sem especificar um valor. “O importante é que estamos abertos a negociações e dispostos a reduzir nossas margens, para que possamos pegar o projeto”, continuou.

Em entrevista à Agência Estado, o presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg, afirmou que isenções tributárias e descontos vindos das negociações com o governo podem fazer com que o notebook chegue a US$ 300 (cerca de R$ 533).

Aymoré explica que, se considerada somente a máquina, seu preço está avaliado em US$ 240 (R$ 426). No entanto, o valor aumenta porque o processo da licitação também exige a entrega dos portáteis a 300 escolas do projeto piloto UCA, três anos de garantia e também o serviço de configuração dos servidores das escolas, que será realizado nas instituições de ensino por técnicos da própria fabricante.

“O governo brasileiro foi inteligente ao incluir esses serviços no processo. O Uruguai realizou uma licitação para escolha de computadores populares sem essas exigências e, além de comprar as máquinas, terá todos esses gastos com serviço futuramente”, compara o executivo. “Não posso simplesmente jogar 150 mil notebooks no colo do governo, virar as costas e ir embora.” 
 

 Distribuição

A empresa selecionada deverá fornecer 150 mil laptops para as 300 escolas até 120 dias depois da conclusão do processo. O Distrito Federal ficará com a maior quantidade de máquinas: 18.260. Em seguida, aparecem o Sergipe (8 mil), Mato Grosso do Sul (7.924), Pará (7.203), Rio Grande do Sul (6.251) e Paraná (6.247). As escolas do projeto piloto de São Paulo testarão 5.507 máquinas, enquanto as do Rio de Janeiro receberão 5.320. O Estado que menos receberá portáteis para testes é Roraima, com 3.353 unidades. 

Na primeira fase do projeto UCA, iniciada em 2006, os computadores Classmate PC, Mobilis, da Encore Software, e XO, da fundação OLPC (One Laptop Per Child) foram testados por cinco escolas públicas brasileiras. No total, 1.390 laptops populares participaram dos testes.  


Foto: Divulgação
Classmate PC (esq; cima), Mobilis (esq; baixo) e XO (direita) foram testados por escolas públicas. (Foto: Divulgação )

 

 Configuração

Entres as especificações exigidas na configuração mínima do computador popular estavam memória RAM de 256 MB, unidade de armazenamento tipo NAND flash com pelo menos 1 GB, sistema operacional baseado em software livre em português, duas portas USB, tela de cristal líquido (LCD) de sete polegadas, teclado com proteção contra derramamento de líquidos, controladora de rede sem fio integrada, suporte para os padrões 802.11 b/g, webcam acoplada ao equipamento e bateria com autonomia de três horas.

O computador também deve resistir a impactos de pelo menos um metro de altura em piso rígido (cerâmica, por exemplo), além de oferecer uma solução de segurança via hardware que permita o bloqueio do equipamento, caso ele seja extraviado ou permaneça fora da rede lógica da unidade escolar por um tempo determinado. O prazo de garantia deve ser de no mínimo 36 meses, em todo o território brasileiro. 

A escolha das instituições de ensino que participarão do projeto piloto fica por conta dos governos estaduais e das secretarias municipais de ensino.

Fonte: G1 o portal de noticias da Globo 


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Genilton
Ferreira
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