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Proibição de Counter Strike no Brasil divide especialistas e famílias
24/01/08 às 08:13 h


Depois da decisão judicial da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais de proibir a venda do jogo Counter Strike no Brasil, uma polêmica se instalou: jogos violentos influenciam o comportamento de quem joga?

 

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No Counter Strike, a fantasia tem detalhes realistas. Para o criador de jogos de computador, Ale Machado, é justamente o que atrai o público.

"É uma oportunidade de realizar alguma coisa que não seria realizada na vida cotidiana do jogador", explica o designer de jogos.

 

Ale machado acredita que o certo é impedir o acesso dos jogos mais violentos às crianças, ao invés de proibí-los de maneira indiscriminada.

No Brasil, a classificação dos jogos é feita pelo Ministério da Justiça. Há os que são liberados para todas as idades. Outros para maiores de 16 anos. Alguns só para quem tem mais de 18 anos.

O Counter Strike, por exemplo, é indicado apenas para jogadores com mais de dezoito anos.

Mas, nem sempre essa indicação por faixa etária é seguida. "Jogo não é um tipo de produto especificamente pra crianças, mas acho que no Brasil, errôneamente, se tem essa visão e se deixa a criança jogar qualquer tipo de jogo", declara o designer de jogos.

Em alguns casos a qualidade técnica é tão grande que fica difícil dizer se uma imagem foi criada no computador ou se foi gravada numa rua de verdade. Mas, até que ponto o realismo influencia a realidade? Um jogo baseado em violência pode tornar violentas as pessoas que jogam?

Depende, diz o psiquiatra Içami Tiba, dos contextos sociais e familiares. Ele acredita que jovens que vivem num ambiente harmonioso e que não tenham tendência à violência não são influenciados pela agressividade dos jogos.

"O Japão é exemplo disso. As pessoas jogam desde que nascem até altas idades e nem por isso são violentos na sociedade, porque o japonês não tolera a violência", avalia Içami Tiba.

O problema, na opinião dele, é que a violência no Brasil é muito presente. E o que acontece na tela do computador muitas vezes faz parte da realidade de muitos jovens.

“Sou a favor da proibição porque acho que ele faz mais mal para esse país do que bem porque o país não lida bem com a violência”, diz o psiquiatra.

A família de Felipe considera a proibição uma forma de violência. A mãe, educadora, prefere que seja dela a responsabilidade de orientar os filhos.

"Na minha familia não vai mudar, esta é minha casa,. Este é o meu domínio, na verdade a responsabilidade da criação dos meus filhos é minha, não é do juiz. Ele não vai determinar isso", disse professora Carla Asdorian.

Seu filho de 15 anos é fã dos jogos violentos. Mas nunca teve problemas de comportamento. Nem em casa, nem na escola.

"Violência não gosto, sou mais calmo, não gosto de briga, nada, violência só no jogo", disse o estudante Felipe Asdorian.

 

Fonte: G1 o portal de noticias da Globo 


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