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Marcos Aurélio: A Filarmônica, as críticas e o papel do Estado
18/07/07 às 14:14 h


O assunto em destaque, nos meios de comunicação de Itabaiana nesta semana é a “ajuda” que o governador Marcelo Déda não está “dando” à Filarmônica de Itabaiana.

Ontem, na Itabaiana FM, o Dr. Rômulo teceu críticas ao governo. Hoje, na Rádio Capital do Agreste, foi a vez do professor Valtênio reforçar as críticas, inclusive acusando o governo, através do secretário, professor Luiz Alberto, de omisso. A própria ITNET, através de uma matéria faz duras críticas, tanto ao governo, quanto ao Dr. João Andrade, atual presidente do BANESE.

Vamos então, falar sobre o assunto, aqui em nosso blog.

A primeira informação que gostaria de registrar é que, todos, o Dr. Rômulo, o maestro Valtenio e a própria ITNET, estão absolutamente corretos ao fazer a defesa de um patrimônio, que não é somente de Itabaiana, e sim de todo o povo sergipano.

Os abnegados que comandam esse trabalho, junto com os alunos e pessoas que se dispõem a colaborar com a educação cultural dos nossos jovens têm um só objetivo: formar homens e mulheres com alto conhecimento em cidadania e quando estes, ingressarem no mercado ativo de trabalho, o façam seguindo os conceitos de dignidade, honestidade, e principalmente, o respeito às diferenças.

Então qual o problema? Por quê na administração passada o dinheiro chegava e hoje o atual ainda não mandou?

E a resposta foi dada pelo próprio maestro Valtênio. Antes o governo fazia as coisas sem nenhuma preocupação com as bases legais. Este e outros procedimentos adotados pela administração passada estão cheios de ilegalidades. São coisas tão absurdas que, quando algum órgão, sério, de fiscalização se debruçar sobre os processos, muita gente será chamado para dar explicações, e alguns não terão como explicar o porque pagou ou porque autorizou.

Pelas palavras do professor, uma das formas encontradas para enviar recursos para o projeto era através do BANESE, daí a crítica da ITNET a João Andrade, que deixou de fazer. Mas por quê um itabaianense, logo alguém da cidade, iria prejudicar e acabar com um dos mais importantes patrimônios? Simplesmente porque da forma que era feito, não era legal, não resiste a um sopro de uma fiscalização elementar.

E o que fazer?

Antes de escrever esta matéria, conversei com o próprio João Andrade. E a informação é a seguinte:

O governador já encaminhou uma proposta, que está sendo avaliada pelos técnicos do Banco, e tão logo seja dado um parecer, este será discutido com o próprio governador que tomará as medidas corretas.

A verdade é que, a idéia do Estado, onde o governador, ou o prefeito, é soberano, e basta apenas o querer destes, já não cabe no meio da nossa sociedade, que possui instrumentos, legítimos, de fiscalização dos atos cometidos pelos que são eleitos para cuidar dos destinos de uma cidade, ou Estado.

A prática de alguns, que acham que a sua vontade, ou o atendimento de um pedido, mesmo que justo, como é o caso da Filarmônica, deve ser feito a toque de caixa, de qualquer maneira, pegando o dinheiro, seja do Banco do Estado, ou de uma Secretaria, e repassando de qualquer modo, sem a devida preocupação com os trâmites legais, hoje, faz parte do passado.

Este com certeza, é mais um item que foi prometido e está sendo cumprido, no processo de MUDANÇA, tão sonhado pelo povo sergipano. O respeito à legislação do País, e conseqüentemente ao dinheiro do contribuinte sergipano.

Marcos Aurélio

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