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PT de Ribeirópolis se diz excluído pelo governo Déda
27/07/07 às 08:56 h


Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) do município de Ribeirópolis estão revoltados com a direção estadual da sigla. Isso porque depois da mudança de governo, os cargos, que poderiam ter sido distribuídos entre membros do diretório municipal, foram entregues ao secretário das Cidades e da Integração Municipal, Bosco Costa. Segundo petistas do município, o secretário foi o responsável pelas indicações e conseqüente nomeações das pessoas que estão trabalhando nos mais diversos cargos da cidade.

Depois da mudança no comando do governo do Estado, do antigo PFL para o PT, os militantes petistas de Ribeirópolis acharam que finalmente poderiam ter o comando dos cargos ligados ao Estado em sua cidade. Porém com o fim das eleições e o início do novo governo pessoas que fundaram o diretório municipal do partido em 1990, não receberam nenhum cargo, o que está gerando muito descontentamento.

De acordo com o professor Ivan Bezerra de Santana, petista “histórico”, como gostam de ser chamados, ao todo são mais de 60 filiados ao partido no município, que se sentiram alijados do processo de renovação da política estadual. “O governador fechou acordo político com Bosco Costa, e ele foi o responsável pelos cargos na cidade. A mulher dele (Wanda Costa) é quem cuida disso. E se for assim não aceitamos, nós não participamos de nada e agora Bosco é quem comanda tudo por aqui”, afirmou o professor.

Para o também professor João Bosco, um dos fundadores do partido no município, os cargos na cidade representariam o reconhecimento por anos de trabalho e de dedicação ao partido. “Nas últimas eleições lutamos para eleger o governador Marcelo Déda, e durante a campanha especulou-se que caberia ao partido local a escolha dos cargos, o que efetivamente não aconteceu.

Ao todo são mais de 70 funções entre direção de escola, vigias, merendeiras, oficiais administrativos e etc.”, afirmou. João Bosco diz que ainda foi convidado para ser coordenador do Pré-Seed em Ribeirópolis, mas conta que não aceitou. “Não aceitei porque o correto seria que o diretório municipal fosse o responsável por isso e não Bosco Costa. Infelizmente, acho que faltou acordo, houve um atropelo nas negociações e saímos perdendo com tudo isso”.

Com relação ao futuro do Partido dos Trabalhadores em Ribeirópolis, os dois professores afirmaram que pretendem continuar na sigla. “Apesar do clima de revolta e desilusão vou continuar no partido e vamos formar uma nova via política aqui na cidade, só que dessa vez independente de Bosco Costa”, afirmou o professor Ivan.

“Mesmo com todas as dificuldades vou continuar no PT, porque me identifico com o partido”, disse João Bosco.

De acordo com o professor Bosco, o presidente Estadual do partido, Márcio Macedo, foi procurado pelos políticos de Ribeiropólis, mas se manteve apático diante da situação e nada resolveu.

“Procuramos Márcio Macêdo, mas ele nada fez para reverter a situação. Acreditamos que infelizmente isso não vai mudar, resta agora continuar a luta visando as próximas eleições”, disse João Bosco.

Partido

Para o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Márcio Macedo, depois das eleições houve um entendimento de que as lideranças do partido no município deveriam se entender com Bosco Costa para a distribuição dos cargos no município.

“Bosco Costa é uma referência no quadro político daquela região e esteve ao lado do governador Marcelo Déda em todos os momentos nas últimas eleições”, disse Márcio.

Segundo ele, caso não tenha acontecido esse entendimento no município de Ribeirópolis, uma nova discussão sobre os cargos deverá acontecer.

“O diretório estadual do partido recomendou esse diálogo, caso ele não tenha acontecido na prática, vamos reabrir o canal de negociação para que os integrantes do PT em Ribeirópolis também façam parte desse processo”, afirmou.

Vagner Alves



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