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NÃO ACEITA CHANTAGENS (Rita de Oliveira
10/10/07 às 19:18 h


O governador Marcelo Déda (PT) deixou claro ontem que não vai aceitar chantagens de quem quer que seja, mesmo que isso venha a comprometer a sua base de apoio na Assembléia Legislativa. Deixou isso claro ontem quando respondeu à imprensa, durante entrevista coletiva, que o questionou sobre as declarações dadas ao Jornal do Dia pelo presidente de honra do PSC e presidente do PR, empresário Edvan Amorim, que diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fidelidade partidária disse que não vai mais liberar a sua bancada para votar como quiser, que os deputados vão estar unidos em um único rumo e que cabe ao governador aceitar todos da bancada ou ninguém.
O governador deu a seguinte resposta direta a Amorim: “Quero deixar claro que não funciono por pressão. Eu funciono com diálogo. O instrumento da pressão não é o mais adequado, nem para chegar ao meu coração nem para chegar à minha consciência”. Afirmou ainda Déda: “Talvez as pessoas ainda não me conheçam bem e achem que às vezes batendo o pé no chão e gritando chegam ao meu coração”.
Segundo o governador, ele recebeu a solidariedade de alguns deputados do PSC sobre as declarações de Amorim, como também de outros parlamentares. Enfatizou que alguns deles declararam que querem continuar dando seu apoio ao governo do Estado em favor do crescimento e desenvolvimento de Sergipe. E, com certeza, manter os cargos que têm no governo como é natural um aliado ter.
É provável que a partir de agora não haja mais uma boa relação entre Amorim e alguns dos deputados dos seus dois partidos que integram a base aliada do governo Déda se realmente ele desejar “enquadrar” todo mundo sob ameaça de expulsão caso não rezem na sua cartilha. Já há uma indiferença entre Amorim e o deputado Walmir Monteiro pelo fato dele ter pensado em deixar o PSC para se filiar a um outro partido da base aliada do governador com o intuito de disputar a Prefeitura de Lagarto em 2008, só não o fazendo em razão da decisão do Supremo.
Há uma possibilidade também de ter azedado qualquer chance de entendimento político entre o governador e Amorim. Isso porque Marcelo Déda deixou claro ontem que não aceita pressão e que por isso não vai sentar com o presidente de honra do PSC para discutir apoio de toda a bancada dos peixinhos na Assembléia, incluindo César Mandarino e André Moura.
Diante desse quadro, o PSC em Sergipe pode estar caminhando para uma implosão, de uma forma ou de outra...

Cnoticias



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